sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Seminário – Coleta de Dados: análise de imagens na pesquisa

BANKS, Marcus. Dados visuais para pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009. Em espanhol: BANKS, Marcus. Los datos visuales en investigación cualitativa. Madrid: Morata, 2010.

BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002.

MARCELLO, Fabiana A.; SOARES, Gisele R. Sobre o uso de imagens na pesquisa com crianças: foto-elicitação e outras metodologias no panorama investigativo brasileiro. Praxis Educativa, Ponta Grossa, v.16, e2118030, p. 1-18, 2021.

ULHOA, Andrea; CAPELA, Carina; RIBEIRO, Erika; MOTA, Marina. Imagens que contam histórias: o photovoice e a foto-elicitação na investigação qualitativa. In: SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P.; MOREIRA, Antonio (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: recolha de dados. Vol 2. Aveiro: UA Editora, 2021, p. 53-72.

domingo, 17 de outubro de 2021

Seminário – Coleta de Dados: entrevistas, questionários e grupo focal

  

BARBOUR, Rosaline. Grupos focais. Porto Alegre: Artmed, 2009. Em espanhol: BARBOUR, Rosaline. Los grupos de discussion en investigación cualitativa. Madrid: Morata, 2013.

BATISTA, Bruna F.; RODRIGUES, Domingos; MOREIRA, Elisabete; SILVA, Francisco. Técnicas de recolha de dados em investigação: inquirir por questionário e/ou inquirir por entrevista? In: SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P.; MOREIRA, Antonio (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: recolha de dados. vol 2. Aveiro: UA Editora, 2021, p. 13-36.

BONI, Valdete; QUARESMA, Silvia J. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais. Em Tese: Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC., vol 2, n.1 (3), jan/jul 2005, p. 68-80.

DIAS, Claudia A. Grupo focal: técnica de coleta de dados em pesquisas qualitaticas...

KVALE, Steinar. Las entrevistas en investigación cualitativa. Madrid: Morata, 2011.

MANZINI, Eduardo J. Análise de entrevista. Marília: ABPEE, 2020.

MENDEZ, Gabriel P.; MAHLER, Cláudio F.; TAQUETTE, Stella R. Investigação qualitativa em período de distanciamento social: o desafio da realização de entrevistas remotas. Vol 9. Investigação qualitativa em Ciências Sociais: avanços e desafios. 2021, p. 336-343.

SILVA, Patricia C.; FORTUNATO, Marta. Modera, observa, escuta e foca-te na conversa de grupo – uma reflexão crítica. In: SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P.; MOREIRA, Antonio (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: recolha de dados. vol 2. Aveiro: UA Editora, 2021, p. 37-51.

domingo, 10 de outubro de 2021

Coleta de Dados

A internet pode ser utilizada como meio para a realização de pesquisas qualitativas online que facilita a coleta de dados, o acesso a públicos diversificados e diminui o tempo de acesso aos participantes aos documentos de pesquisa, devido a capacidade de usar materiais na forma de arquivos é ampliada por métodos de armazenamento e recuperação digital.

Classificação dos dados quanto a origem:

Dados observacionais – obtidos por meio de observações diretas que podem ser associadas a lugares e tempo específicos. São também registros históricos pois não podem ser coletados uma zegunda vez.

Dados computacionais – resultados da execução de modelos computacionais ou de simulações. Podem ser repetidos/replicados.

Dados experimentais -  - provenientes de situações controladas em laboratório.

 

Classificação dos dados quanto a sua natureza

Números, imagens, textos, vídeos, áudios, softwares, algoritmos, equações, animações, modelos, simulações, dentre outros. Alguns tipos de dados tem valor imediato e duradouro enquanto outros adquirem valr ao longo do tempo. Alguns dados são capturados num momento específico e irrecuperável, enquanto outros são possíveis de reproduzir.

Classificação dos dados segundo a fase da pesquisa

Dados brutos, crus ou preliminares (rawdata) – dados que vêm diretamente dos instrumentos científicos.

Dados derivados ou referenciais – coleção de dados consolidados e arquivados, geralmente em grandes centros de dados, por exemplo: sequência genética, estrutura química, etc.

 


Como os dados são coletados e analisados? Que tipo de dados serão gerados na pesquisa? Onde e como os dados serão armazenados? Como os dados serão processados? Como os dados serão descritos? Quais as restrições éticas e legais? Quais as condições de compartilhamento dos dados da pesquisa?

Ética e Consentimento (integridade na pesquisa)

Dados Pessoais – relacionados a indivíduos vivos, que podem ser identificados a partir desses dados ou a partir desses dados combinados com outras informações.

Dados confidenciais – não estão em domínio público: informações sobre negócios, lucros, saúde, detalhes médicos e opiniões políticas, entregues em confiança ou que duas partes concordam em mantê-los confidenciais (secretos)

Dados pessoais sensíveis – religião ou crenças similares, orientação sexual, raça, origem étnica, filiação sindical, doença física ou mental, registros genéticos, registros médicos, identificação do sujeito, opinião política, dados biométricos.

Princípios da ética a serem considerados no compartilhamento e arquivamento de dados confidenciais:

- dever de confidencialidade para com os informantes participantes;

- dever de proteger os participantes de ofensas, não divulgando informações sensíveis;

- dever de tratar os participantes como seres inteligentes, capazes de tomar suas próprias decisões sobre com as informações que eles fornecem podem ser usadas, compartilhadas e tornadas públicas por meio do consentimento informado;

- dever de informar aos participantes, antes de obter o consentimento, como a informação e os dados serão usados, processados, compartilhados e eliminados.

Coleta de dados qualitativos observados, escritos, visuais e verbais são significativos e mostram grande diversidade. Incluem qualquer forma de comunicação – escrita, auditiva ou visual, por comportamento, simbolismos ou artefatos culturais, que incluem: entrevistas individuais; grupos focais online; observação participantes etnográfica; paginas web; gravações de vídeos; gravação de podcast; documentos e arquivos virtuais; diários e blogs; conversas em chat; textos produzidos em wiki; fotografias/imagens; questionários; observações das interações nos ambientes virtuais;  interações em redes sociais; documentos e interações escritas nas várias interfaces da internet; registros fotográficos e imagéticos; registros de processos de mediação em comunidades/redes sociais; narrativas digitais; vídeos e fotografias como documentos de pesquisa virtual; análise de imagens em movimento; fotoelucidação; cartografia cognitiva; documentos; história de vida/autobiografia.

A adequação das técnicas e dos instrumentos de pesquisa às especificidades do fenômeno a ser estudado exige do pesquisador uma dose de senso crítico e de criatividade no momento de selecioná-los e/ou compor combinações entre os mesmos.

A coleta de dados online pode ser obtida pela participação escrita (textos), oral (áudio) ou áudio visual (por videoconferência ou conferência web). Na assíncrona, o pesquisador pode enviar as suas perguntas escritas em forma de texto, áudio ou vídeo para o entrevistado, e este, pode respondê-las de acordo com a sua conveniência. Em ambas as situações, a coleta pode ser realizada via e-mail, whatsapp, chat, plataformas de webconferencia, fóruns, salas de chat.

O espaço online propicia relações de comunicação entre as pessoas, possibilita compreender artefatos culturais”. É necessário que o pesquisador tenha os cuidados éticos referentes à pesquisa online: proteção à privacidade dos participantes da pesquisa, a propriedade dos dados, a autenticidade e confiança nos dados coletados.

Indicações de leituras:


BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002.

BRAUN, Virgínia; CLARKE, Victoria; GRAY, Debra. Coleta de dados qualitativos: um guia prático para técnicas textuais, midiáticos e virtuais. Petrópolis: Vozes, 2019.

COSTA, Cleide J.; MERCADO, Luis P. (org). Pesquisa em educação online. Maceió: Edufal, 2011.

MARTINO, Luis M. Métodos de pesquisa em Comunicação: projetos, idéias, práticas. Petrópolis: Vozes, 2018.

OLSEN, Wendy. Coleta de dados: debates e métodos fundamentais em pesquisa social. Porto Alegre: Penso, 2015.

SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P.; MOREIRA, Antonio (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: recolha de dados. Vol 2. Aveiro: UA Editora, 2021.

SAYÃO, Luis F.; SALES, Maria F. Guia de gestão de dados de pesquisa para bibliotecários e pesquisadores. Rio de Janeiro: CNEN/IEN, 2015. Disponível em: http://www.icb.usp.br/~sbibicb/images/guia%20gestaoPDF/Guia%20de%20gestao%20dados%20de%20pesquisa.pdf

TRAQUEIRA, Ana; PACHECO, Emilce; TAVEIRA, Eugenia. Reflexão crítica sobre métodos e técnicas de recolha de dados: investigação-ação. In: MOREIRA, Antonio; SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P. (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: métodos. Vol 1. Aveiro: UA Editora, 2021, p. 33-50.

 


quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Seminário – Abordagens da pesquisa: Etnografia

ANGROSINO, Michael. Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed, 2009. Edição em espanhol: Etnografia y observavion participante en investigación cualitativa. Madrid: Morata:, 2012.

GREEN, Judith; DIXON, Carol; ZAHARLICK, Amy. A etnografia como uma lógica de investigação. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 42, p. 13-79. dez. 2005.

HAKKEN, David. Cyborgs@cyberespace? on ethnography books to the futre. Londons: Routhedge, 1999.

HAMMERSLEY, Martyn; ATKINSON, Paul. Etnografia: metodos de investigacion. 2.ed. Barcelona: Paidos, 1994.

PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana (orgs). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2015.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Seminário – Abordagens da pesquisa: estudo de caso

 ANDRÉ, Marli. O que é um estudo qualitativo em educação? Revista da Faaeba – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v.22, n. 40, p. 95-103, jul/dez 2013.

ALVES-MASSOTTI, Alda J. Usos e abusos dos estudos de caso. Cadernos de Pesquisa, v. 36, n. 129, p. 637-651, set/dez. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/BdSdmX3TsKKF3Q3X8Xf3SZw/?format=pdf&lang=pthttps://www.scielo.br/j/cp/a/BdSdmX3TsKKF3Q3X8Xf3SZw/?format=pdf&lang=pt

ELLET, William, Manual de estudo de caso: como ler, discutir e escrever casos de forma persuasiva. Porto Alegre: Bookmann, 2008.

GERRING, John. Pesquisa de estudo de caso: princípios e práticas. Petrópolis: Vozes, 2019.

LUDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

RIOS, Joan. Estudo de caso: métodos de pesquisa qualitativa ou métodos qualitativos de pesquisa? In: MOREIRA, Antonio; SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P. (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: métodos. Vol 1. Aveiro: UA Editora, 2021, p. 13-31.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e método. 5. ed. Porto Alegre: Bookmann, 2015.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Seminário - Abordagens da pesquisa: Educational Design Science Research

  

BERNARDO, Isabel. Educational design research. In: MOREIRA, Antonio; SÁ, Patrícia; COSTA, Antonio P. (coords). Reflexões em torno de metodologias de investigação: métodos. Vol 1. Aveiro: UA Editora, 2021, p. 65-79.

DRESCH, Aline; LACERDA, Daniel P.; ANTUNES JÚNIOR, José A. Design science research: métodos de pesquisa para avanço da ciência e tecnologia. Porto Alegre: Bookman, 2015.

MATTA, Alfredo E.; SILVA, Francisca P.; BOAVENTURA, Edivaldo M. Design-Based Research em pesquisa de desenvolvimento: metodologia para pesquisa aplicada de inovação em educação do século XXI. Revista da Faaeba – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v.23, n. 42, p. 23-36, jul/dez 2014. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/1025

PIMENTEL, Mariano; FILIPPO, Denise; SANTORO, Flávia M. Design Science Research: fazendo pesquisas científicas rigorosas atreladas ao desenvolvimento de artefatos computacionais projetados para a educação. In: JAQUES, Patrícia A.; PIMENTEL, Mariano; SIQUEIRA; Sean; BITTENCOURT, Ig. (Org.) Metodologia de pesquisa científica em Informática na Educação: concepção de pesquisa. Porto Alegre: SBC, 2020. Série Metodologia de Pesquisa em Informática na Educação, v.1. Disponível em: https://metodologia.ceie-br.org/livro-1/

PIMENTEL, Mariano; FILIPPO, Denise; SANTOS, Thiago M. Design Science Research: pesquisa científica atrelada ao design de artefatos. Re@D-Revista de Educação a Distância e Elearning. Vol.3, n.1, março/abril, 2020. Disponível em: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/9787/1/READ_p.37-61.pdf

NOBRE, Ana; MARTIN-FERNANDES, Isabelle. Abris caminhos para a investigação em eucação: design-based research. Revista Praxis Educacional,  vol. 17, n. 48, p. 1-21, out/dez, 2021.  Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/8821/6153

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Seminário – Abordagens da pesquisa: pesquisa na cibercultura, pesquisa formação, pesquisa experiencial e pesquisa aplicação

GRAVEIMEIJER, Koeno; COBB, Paul. Pesquisa-aplicação para perspectiva de desenho de aprendizagem. In: PLOMP, Tjeerd; NIEVEEN, Nienke; NONATO, Emanuel; MATTA, Alfredo. Pesquisa-aplicação em educação: uma introdução. São Paulo: Artesanato Educacional/Abed, 2018, p. 89-136.

KOLB, David A. Experimental learning: experience as the sauce of learning and development. 2ed. New Jersey: Pearson, 2015.

MOREIRA, Jefferson S.; SANTOS, David M.; SILVA, Fabricio O. Aprendizagem experiencial da docência universitária: desenvolvimento profissional de professores tutores no método Problem Based Learning. Rev. Dialogo Educ, Curitiba, v.21, n.68, p.184-209, jan/mar. 2021.

NICCOLI, Laura (org). Pesquisa experiencial em contextos de aprendizagem: uma abordagem em evolução. Campinas: Pontes, 2014.

NONATO, Emanuel R.; MALTA, Alfredo E. Caminho da pesquisa-aplicação na pesquisa em educação. In: PLOMP, Tjeerd; NIEVEEN, Nienke; NONATO, Emanuel; MATTA, Alfredo. Pesquisa-aplicação em educação: uma introdução. São Paulo: Artesanato Educacional/Abed, 2018, p. 13-66.

SANTOS, Edmea. Pesquisa–formação na cibercultura. Teresina: Edufpi, 2019.

SILVA, Obdalia S.; JEREZ, Sérgio A. Pesquisa em educação na cibercultura: formação docente para a/na complexidade. Acta. sci. Educ., v. 42, e52870, 2020. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/52870/751375150738

Plataforma Brasil

  A Plataforma Brasil é um sistema eletrônico criado pelo Governo Federal para sistematizar o recebimento dos projetos de pesquisa que envol...